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Ter, 13 de Outubro de 2009 13:38 |
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No mundo moderno, controle é exercido sobre nós automaticamente pelos espaços em que vivemos e nos movimentamos. Nós passamos por certos rituais em nossas vidas - trabalho, "lazer", consumo, submissão - porque o mundo é projetado só para isso. Todos nós sabemos que shopping centers são para fazer compras, escritórios são para trabalhar, e as ironicamente chamadas salas de estar são para assistir televisão, e escolas são para obedecer professores. Todos os espaços pelos quais transitamos possuem significados pré-estabelecidos, e tudo que precisa para nos manter fazendo as mesmas coisas é nos deixar caminhando pelos mesmos caminhos. É difÃcil achar algo para fazer no Wal-Mart além de olhar e comprar produtos; e, como estamos acostumados a isso, é difÃcil conceber que realmente poderia haver outra coisa para se fazer lá - sem mencionar que fazer qualquer coisa lá além de comprar é muitas vezes ilegal.
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Ter, 13 de Outubro de 2009 13:02 |
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A polÃcia prendeu Elliot M. Madison, 41 anos, e Elena M. Wallschlaeger, 46 anos, ambos de Jackson Heights, Nova Iorque, após encontrá-los, no dia 24 de setembro, em Kennedy Township, em um quarto de hotel repleto de computadores, rádio-escuta da polÃcia e mapas da região de Pittsburgh.
Na sexta-feira, agentes do FBI invadiram e passaram 16 horas vasculhando a casa do casal. O advogado de ambos, Martin R. Stolar, solicitou a devolução de todos os pertences apreendidos durante a invasão policial.
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Sáb, 10 de Outubro de 2009 01:00 |
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Cada parte de nossa atividade e de nossa experiência tem um duplo significado: ela gira em torno do próprio ponto central; ela terá tanto em amplitude e profundidade, em prazer e dor, quanto lhe for concedido pela experiência imediata; e ela é simultaneamente uma parte do decorrer da vida, não apenas uma totalidade circunscrita, mas também um componente de um organismo completo. Estes dois sentidos configuram diversamente cada conteúdo de vida; acontecimentos cujas significações próprias poderiam ser muito semelhantes entre si - quando essas se referem a si mesmas – são extremamente divergentes em função de suas relações com a totalidade da vida; ou, sendo talvez incomparáveis com respeito à primeira perspectiva, seus papéis como elementos de nossa existência inteira podem ser quase idênticos. Se de duas experiências, cujos conteúdos perceptÃveis são semelhantes, uma é percebida como "aventura" e a outra não, isto constitui aquela diversividade da relação com a totalidade da nossa vida, pela qual cabe a esta tal significado, que à outra não se coloca.
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Seg, 12 de Outubro de 2009 21:01 |
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Seria a teoria um tipo de bola de cristal? Haveria por acaso alguma magia na teoria? (Originalmente a palavra 'teoria' queria dizer visão, seria correto supor que carrega consigo algum mistério). Poderia a teoria AnarcOntológica ser usada como uma espécie de Tábua Ouija¹ para predizer o futuro com o mesmo grau de clareza com que descreve o presente ou "prevê" o passado? Estará o espectacul-simul-mercantilismo em seus momentos finais, da mesma forma que o "Marxismo" nos anos 80? O que causará o seu colapso? E sobre o Islã "ressurgente" unificado do "Sul" ou a vÃbora mortal da cultura? E a religião em geral? Os tantos cenários de Ficção CientÃfica? A polÃcia como o simulacro final do poder, seria ela o último órgão do desaparecimento? Balcanização e limpeza étnica? Seria realmente a teoria um oráculo o qual podemos consultar? PoderÃamos nós fazermos algumas previsões para o próximo ano, como faz a National Enquirer²?
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Sex, 09 de Outubro de 2009 23:40 |
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1. O ponto de partida é a negatividade
Começamos com o grito, não com o verbo. Diante da mutilação das vidas humanas pelo capitalismo, um grito de tristeza, um grito de horror, um grito de raiva, um grito de negação: NÃO!
O pensar, para dizer a verdade do grito, tem que ser negativo. Não queremos entender o mundo sem negá-lo. A meta da teoria é conceitualizar o mundo negativamente, não como algo separado da prática, mas como um momento da prática, como parte da luta para mudar o mundo, para fazer dele um lugar digno da humanidade.
Mas, depois de tudo o que passou, como podemos inclusive começar a pensar em mudar o mundo?
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